Você tem medo da euforia? | Recado do Economista

Tempo de leitura: 4 minutos

A estabilidade é intrinsecamente geradora de instabilidade.

Pode parecer paradoxal. Mas são nos momentos em que tudo parece estar bem que se forma o caos.

Quando a economia vai bem, as pessoas assumem mais risco, justamente por parecer ser um momento apropriado.

As famílias fazem mais financiamentos imobiliários, as empresas colocam em prática projetos mais ambiciosos, você gasta maior parte do seu orçamento pois se sente seguro no seu emprego. Poderia dar infinitos exemplos.

Mas há um problema. É quando tudo está calmo e quando todos estão entorpecidos pela fase boa que de repente…

…BUM!

Não por acaso, a maioria dos acidentes de trânsito ocorrem quando o motorista já está próximo a sua casa. Ele está muito próximo de completar o seu percurso e inconscientemente ele dá menos atenção para essa atividade.

No futebol é comum vermos um time entrando em campo com uma postura soberba, acreditando que a vitória é uma questão de tempo. No final do jogo, a conta vem.

Entre 2004 e 2008, muitas pessoas sem nenhuma experiência ou conhecimento se atiraram na bolsa de valores e viram suas economias crescerem muito rápido.

Não demorou muito para surgir uma legião de gananciosos que acreditavam levar jeito pela coisa. Toda especulação dava certo. Quando a bolsa sobe, todo mundo se acha gênio.

Quando a crise veio em 2009, muitos quebraram.

E isso teve um efeito devastador, pois muita gente havia investido com um dinheiro que não poderia perder.

A legião de gênios se tornou uma legião de traumatizados.

Os especuladores achavam que estavam investindo. Em meio a calmaria, eles cavaram a própria cova.

Warren Buffett em seus geniais bordões elucida isso com duas frases.

Quando a maré baixa, nós sabemos quem está pelado.

Seja medroso quando os outros estiverem gananciosos. Seja ganancioso quando os outros estiverem com medo.

Isso é basicamente uma lição para você não fazer nada só porque os outros estão fazendo.

Investir é algo muito legal, mas também é uma coisa muito séria, algo que você não pode misturar com as suas emoções.

Passados os momentos de caos, os preços das ações caem e assim surge um mar de oportunidades.

Quem quebrou está fora do jogo. Quem ficou vivo vai poder surfar uma grande onda de lucros.

Claro, é inevitável atravessar um rio sem se molhar. Mas o mais importante é que você chegue vivo do outro lado do rio. Em outras palavras, é normal que os preços das melhores ações caiam muito em crises agudas.

Investir se trata de fazer parte de bons negócios. Se você quer entrar na bolsa somente para vender caro algo que você comprou barato sem saber o que você comprou, você está no lugar errado.

Quando você sabe o que está fazendo, fica fácil saber a diferença entre ruído e sinal, entre humor e sentimento, entre preço e valor. O investidor inteligente compra ao som dos canhões e vende ao som dos violinos.

Por isso, sempre desconfie da euforia alheia. É quando todos estão eufóricos que se montam as maiores armadilhas.

Ter uma reserva de emergência e diversificar os investimentos nunca fez mal a ninguém.

Queremos oferecer para nossos leitores e alunos a melhor experiência possível no mundo dos investimentos.  

Mesmo para quem já sabe isso, nunca custa lembrar: para buscar a Liberdade Financeira exige persistência, consistência e paciência, com o perdão pelas rimas.

O GuiaInvest possui um programa exclusivo para formar investidores de longo prazo, que mostra como você deve agir em tempos de euforia e em tempos de depressão.

Nesse artigo você entenderá nos mínimos detalhes como funciona o Método GuiaInvest de investimento em ações para longo prazo.

Um abraço e até semana que vem.

Ps.: chegamos em Maio e dia 17 irá completar 1 ano do vazamento da ligação de Michel Temer e Joesley Batista, fato que resultou em uma queda de 10% da bolsa em um único dia. Você lembra o que sentiu naquele dia? A sua resposta para essa pergunta diz muito sobre se você está preparado para levar os investimentos a sério.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É bacharel e mestrando em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.