• Ana Maria Albuquerque

    Quando morei em São Paulo em um bairro de judeus, confesso que era encantada com duas crianças judias que moravam no meu bloco. Eram irmãos, a menina tinha 6 anos e o menino 4 anos e eles ficavam depois da escola vendendo seus desenhos na porta do prédio para moradores ou pessoas que passavam na calçada, mas eles dentro do condomínio. Eles vendiam cada desenho por 50 centavos e aí eu perguntava para eles o que eles faziam com aquele dinheiro, ela dizia comprar chiclete, bala e chocolate e o menor dizia que ira gastar um parte com chocolate e a outra parte colocar no cofrinho. E me divertia, falando dos desenhos deles. Comentava coisas como: nossa mas este desenho está muito bonito – é uma obra de arte – vale muito mais que 50 centavos aí dava 2 reais. Até que uma vez dei 10 reais e o menino de 4 anos perguntou qual era o meu apartamento e se ele poderia marcar um dia e horário na semana para me mostrar uma coleção de desenhos com alguns feitos especialmente para mim. E passou a ir de vez em quando para a minha casa, todo bem vestido, de banho tomado me mostrando numa pasta de plástico a sua coleção e falando quais os desenhos ele achava mais especial ou que tinha feito especialmente para mim e eu sempre pagava um pouco a mais. Eu era encantada com esta criança e o tino dele para comerciante e lidar com as finanças desde cedo, provavelmente pela educação financeira recebida em casa. Abraços,

  • Alex F Pinheiro

    Muito interessante o artigo, eu comecei a trabalhar com 8 anos na loja do meu pai e tive que aprender a lidar com o dinheiro desde novo. Isso me desenvolveu uma mentalidade de usar o dinheiro de maneira mais consciente. Abraço.

  • Frederico Cunha Brito

    Muito bom o artigo. Com relação à sugestão do autor de “pegar dinheiro do banco a 6% de juro e emprestar esse dinheiro para alguém a 10%”, acho que deve ser realizada com cautela pois embora a prática seja comum no nosso país, emprestar a juros para pessoa física pode se configurar como prática de agiotagem e isso é crime no Brasil.